Papo sério: Qual regime de bens escolher?

Falar de dinheiro nem sempre é uma coisa fácil para os casais. Na verdade não só para casais, mas na nossa cultura ter acordos financeiros passa também pelo lado emocional.
Ri muito quando minha professora de inglês que é estrangeira disse: “Para falar com vocês brasileiros sobre dinheiro é preciso ter cuidado,” eu ri na verdade porque é algo que nem percebemos, mas está em nós. Quando abordei uma vez esse assunto em um grupo para noivas algumas me taxaram como “bruxa.” Mas nem isso me fez mudar de opinião rsrsrs... Para algumas coisas eu sou bem realista, claro que ninguém casa pensando em separar, mas eu sempre penso Quer conhecer realmente uma pessoa? Se separe dela levou isso para todos os tipos de relacionamento que eu tenho.


  

“Chamamos de “regime de bens” o conjunto de regras que vão ser aplicadas aos bens do marido e da mulher, tanto os bens de antes do casamento quanto aqueles que forem sendo adquiridos na constância do casamento”.

Não é para ninguém sair correndo e  impondo o regime que irão casar rsrsrs e pior ainda falar que eu dei a ideia rsrsrs... Lembre-se que para o regime funcionar os dois precisam estar de acordo. Enfim eu propus e o Sortudo aceitou, vamos casar com Separação Total e Absoluta de Bens (O absoluta a minha professora de direito que me ensinou, assim não dá margens de erros de interpretações). Nossa que mulher MÁ? Eu não vejo por esse lado, as pessoas têm a mania de ver a pessoas ambiciosas com ruins,  eu não acredito que a ambição seja ruim, eu acredito que passar por cima das pessoas para chegar onde se almeja seja RUIM. Agora acordar cedo, trabalhar em dois empregos, estudar e etc, significa apenas correr atrás do seu sonho, lembrando que cada um tem um sonho.


Aí vem a pergunta: Mas ele não está ao seu lado? Não é uma parceria? Parceria de AMOR e não de negócios, eu não tenho nenhum problema em dividir, presentear ou pagar tudo se necessário, no entanto a minha ascensão profissional depende muito mais de mim do que do meu companheiro. Eu sei que o Sortudo é um fofo me aguenta há 4 anos e nesse período eu fiz 3 tccs (trabalho de conclusão de curso), mas eu fiz todos porque eu quis e hoje posso colher bons resultados.   
Antigamente não se fazia tantos pactos pré-nupciais, porque as pessoas se separavam menos, não porque eram felizes para SEMPRE, Mas quem tinha coragem de se separar na época das nossas avós?



Pelo nosso código civil, não é possível fazer pacto de fidelidade (aquele que a gente vê em filmes do EUA). No Brasil os regimes mais comuns são três:

Comunhão total de bens: Onde todos os bens que foram adquirido antes e durante o  casamento é do casal. Incluindo heranças e doações. Em caso de divórcio os bens serão divididos entre os dois. Os dois respondem por todas as dívidas contraídas, mesmo antes do casamento. É necessário fazer um pacto pré-nupcial antes de dar entrada no casamento  civil.

Comunhão Parcial de bens: Como o nome já diz, todos os bens que o casal tinha antes do casamento é de cada um. Tudo que for adquirido após a união é dos dois e dividido em caso de divórcio. Incluindo heranças e doações. É o regime mais comum em nosso país, quem não faz o pacto nupcial “automaticamente,” está inserido nessas condições.

Comunhão Separação total de bens: Cada um com o seu...rs... Tudo que foi adquirido antes e durante o casamento é de cada um. Exceto bens registrados no nome dos dois, pois serão divididos. É necessário fazer o pacto nupcial antes de dar entrada no casamento civil, em São Paulo custa em torno de R$ 310,00 para esse tipo de pacto e é realizado por um tabelião de notas.

Ainda encontrei essa opção:

Participação Final nos Aquestos: A divisão dos bens, diferente da comunhão parcial, não é feita meio a meio. O cônjuge que participou com mais recursos para comprar uma casa, por exemplo, pode reivindicar para ficar com a maior parte. O cálculo é feito caso a caso, de acordo com o investimento que cada um dos cônjuges fez em cada aquisição durante o casamento (com exceção de heranças ou doações). Neste regime, o casal tem liberdade para administrar seus bens individuais sem a participação do outro. Mas atenção: é preciso fazer um complexo cálculo aritmético a fim de apurar a fração que cabe a cada um, de acordo com os critérios legais. A dificuldade e a morosidade dessa forma de partilha, aliada aos elevados custos envolvidos para exata avaliação de cada bem, acabam por tornar esse regime pouco utilizado. (Fonte: http://delas.ig.com.br/noivas/conheca-os-tipos-de-regimes-de-bens/n1596931324674.html)


           Eu sei que não é o assunto mais legal de se discutir, mas é necessário. Eu acredito que evita mágoas desnecessárias no futuro, afinal tudo foi escolhido em acordo.


PS: Compramos nossa casa juntos!