Bem Casados: Brenda e Paulinho

Olá, meninas!!
Hoje vou apresentar uma história muito legal, conheci a história da Brenda e do Paulinho por acaso e fui correndo pedir para compartilhar aqui no Blog, então vamos lá:


Minha história  com o Paulinho é cheia de mística e muita fé...
Vi o Paulinho pela primeira vez num retiro de formação para catequistas da paróquia em que eu servia, ele cantava e estava responsável pela animação de uma das noites do retiro. Eu o vi no refeitório, pensei comigo, que pretinho charmoso, mas logo deixei o pensamento de lado, afinal estava ali com outro propósito...
Ainda durante esse retiro um colega que eu havia conhecido a pouco me perguntou se eu cantava, e me indicou um tal Paulinho Sá como professor pois ele sabia bastante de técnica, eu anotei o contato mas não dei muita importância.
De noite, ainda no retiro, um outro colega da catequese bateu na porta do quarto perguntando se alguém tinha roupa de cama sobrando para emprestar para o tal Paulinho que não tinha ido preparado para pernoitar, eu que sempre carrego tudo sobrando pude colaborar com o rapaz.
Cerca de um mês depois, o colega que indicou as aulas de canto me preguntou se eu havia ligado, eu respondi que não, ele mesmo pegou o telefone, falou com o Paulinho, passou o telefone e me fez marcar a aula.
Depois de alguns desencontros finalmente conseguimos dar inicio as aulas de canto, eu estava interessada verdadeiramente no canto, mas na primeira aula ele falou da música e do poder que a música tinha de conquistar, na hora eu tive a impressão de estar recebendo uma indireta, mas fiquei na minha.
Após alguns meses de aula eu comecei a estranhar o quanto eu ficava chateada e triste quando precisávamos desmarcar uma aula, só tinha aula uma vez por semana, quando não tinha aula eu passava quase 15 dias sem ver o professor.


Me dei conta que estava apaixonada quando passei a curtir uma forte dor de cotovelo quando perdia uma aula, rsrsrs,  muito suspeito... O bom é que eu não estava sozinha nesse barco, era perceptível o olhinho dele brilhando quando eu aparecia, sempre com um peteado novo, uma trança, sempre impecável para a aula, ele passou a me convidar para alguns shows, para fazer charme eu aceitava um convite e recusava outro, não queria dar muita bandeira, rsrsrs.
Após seis meses de encontros semanais o Paulinho me convidou para dançar, fomos a um forró, passamos a noite toda dançando, mas nada do abençoado entrar num assunto mais “callente”.
Voltamos do forró, sem nada de beijinho, eu já estava encucada, sem entender se estava rolando um clima ou não, quando cheguei na casa dele para pegar meu carro que havia ficado na garagem, finalmente rolou aquele olho no olho e um selinho. Fui embora sem dizer uma palavra, ele também manteve o silêncio, mas os sorrisos falaram muita coisa.
Nos encontramos mais algumas vezes e logo determinamos que nossa história era um namoro, ele foi conversar com meu pai e tudo... Namoramos um ano e meio e ficamos noivos, levamos mais um ano para tentar nos organizar para o casamento.

A organização do meu casamento: 


Brenda+Paulinho from Venina Nunes (Histoires Filmes) on Vimeo.
O primeiro passo foi escolher a data, entrei em oração, supliquei a Deus que me orientasse, por intercessão de Maria, rezei mil Ave Marias, apresentei muitos propósitos e em especial a data do meu casamento. Ao final da oração, como um sussurro no coração me veio a data: 15.12, eu ainda pensei, até parece que esse dia será sábado, peguei imediatamente o calendário, caía num sábado, conversei com o Paulinho e a data ficou determinada.
Perguntei para o Paulinho onde ele gostaria de se casar, ele respondeu na catedral, é que a catedral de Brasília se chama Catedral Metropolitana Nossa Senhora de Aparecida, e ele nasceu dia 12 de outubro, (dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida).
Nosso segundo passo foi reservar a data na igreja, normalmente conseguir uma data para se casar na Catedral é tarefa árdua, entretanto, creio que por providência divina, a data encontrava-se livre.
Marcamos o casamento para as 9;30 da manhã do dia 15 de dezembro de 2012, durante os preparativos nos ocupamos com todos detalhes da cerimônia, pois acreditamos no sacramento do matrimônio, como uma benção, uma unção especial, concedida por Deus para a construção de uma família,  desejávamos essa benção de todo nosso coração, roupas, festa, viagem, tudo isso se tornaram detalhes indiferentes para construção da felicidade.
Entretanto pudemos contemplar a autoridade da palavra  de Deus que diz: “Busca primeiro o reino de Deus e tudo mais vos será acrescentado”, como ocorreu nas Bodas de Caná, vimos cada detalhe desse casamento ser providenciado de um modo incompreensível aos olhos humanos.
Escolha do vestido: cerca de seis meses antes do grande dia comecei a procurar meu vestido, visitei umas cinco lojas, até encontrar O VESTIDO, o ultimo vestido que experimentei em uma das lojas mais tradicionais da cidade adequou-se perfeitamente a tudo que tinha idealizado, para minha própria surpresa, pois eu não imaginava que fosse gostar tanto de um vestido tão tradicional com direito a manga longa e uma enorme mantilha, detalhe, escolhi o vestido, mas o valor dele excedia meu orçamento naquele momento, mesmo assim fiz a reserva, entretanto não dei um único sinal,  pedi a atendente que se alguém quisesse experimentar o vestido  que me avise com urgência.
Passei então a tratar de outros assuntos, a data do casamento foi se aproximando e meu noivo perguntava, você já fez o contrato do vestido, eu respondia, ainda não, mas já esta reservado, ele já estava ficando tenso, pois faltavam semanas para o casamento, eu só tive condições de fechar o contrato faltando um mês para o grande dia, e novamente, por providencia divina, o vestido não serviu em nenhuma outra noiva da data em que o experimentei até meu casamento.
Eu havia visitado alguns restaurantes da cidade para me reunir com a família e os padrinhos após a cerimônia e juntos almoçarmos, quando fui a um deles (chamado Mangai), meu coração afirmava é esse, fiz o orçamento, era bastante salgado, procurei outras alternativas, mas não adiantou, o lugar que tinha visto era perfeito, mantinha o clima rustico e casual que eu desejava, e o cardápio era exatamente o que eu havia pensado, entretanto tudo excedia meu orçamento.
Decidimos que a prioridade seria a cerimonia, encomendei mini bolos e bem casados para distribuir após a cerimônia e não me preocupei mais com almoço ou recepção.
Faltando uma semana para o casamento, meu pai ainda estava insatisfeito por eu não ter organizado uma festa para a família que estava chegando de vários cantos do Brasil, durante uma conversa franca compreendi que meu pai estava achando que eu não queria a ajuda dele no meu casamento, e estava profundamente ofendido com isso. Na minha cabeça eu havia tomado uma decisão de me casar e não queria sobrecarregar minha família com a despesa de uma festa que apesar de ser linda não era elemento crucial para realização do meu sonho.
Entretanto diante      dessa revelação compreendi  o quanto é necessário se deixar ajudar por aqueles que nos amam, resultado, faltando uma semana para meu casamento estávamos indo atrás de taças, souplast, chachepôs de madeira para colocar as flores da mesa, maquete de bolo e móvel para bem casado....
Para completar na semana do casamento passei mal, fiquei um dia internada (segunda –feira), e o resto da semana debilitada, meu pai fechou o contrato com o restaurante véspera do casamento, (sexta –feira, dia 14 de dezembro).
Para completar, como tudo aconteceu em cima da hora, não tive tempo de avisar aos amigos mais íntimos sobre o almoço, fizemos reserva para 190 convidados, só haviam 190 taças, 190 souplast, 190 guardanapos, após a cerimônia enquanto recebíamos os cumprimentos avisamos aos amigos que haveria uma almoço e o local em que ele se realizaria, corríamos sério risco de o numero de convidados exceder o numero da reserva, uma vez que tínhamos mais de 400 convidados na cerimônia, mas novamente, por intervenção divina, compareceram par ao almoço exatamente 190 convidados.
O responsável pelo meu evento no restaurante ficou admirado com a exatidão no numero de convidados, imagina eu, quando vi tudo ocorrendo de forma tão exata.
De todo o coração, o Senhor me reservou nesse casamento muito mais do que pedi ou pensei, experimentei o carinho de cada convidado, a alegria deles em participar conosco desse momento tão especial, 400 amigos dispostos a acordar cedo, se preparar com toda  alegria para nossa cerimônia, que não previa festa ou glamour, me senti muito amada!
Tudo foi perfeito, e fica a dica: O mais importante para que tudo corra bem é confiar em Deus, buscar ouvir a Sua voz, desejar mais o encontro com o amado do que a festa e os flashes e sobretudo, amar  e se deixar amar.
Fica uma grande abraço para todas as noivas, que Deus abençoe a todas!